sexta-feira, 29 de março de 2019

#002 - Propagandas Antigas nas Revistas


Quem é que nunca se sentiu nostálgico olhando uma propaganda antiga em alguma revista? Pra começar, uma das mais presentes e memoráveis: o Instituto Universal Brasileiro. Pra quem é jovem, cabe uma explicação: Nos tempos jurássicos (rs), antes da internet, as pessoas trocavam cartas, e o IUB, fundado em 1941, oferecia já naquela época cursos profissionalizantes por correspondência, nos primórdios da EaD. Por décadas a propaganda do IUB esteve nas revistas Disney, inclusive com conteúdo patrocinado: No meio da revista, você virava a página e começava uma história em quadrinhos com personagens humanos, e no final era revelado o seu propósito de divulgar os cursos profissionalizantes. Muitos outros produtos usaram a mesma ideia, de infiltrar o marketing com os quadrinhos.


As propagandas de bebidas foram muitas. Se você gosta de achocolatado, já da década de 60 as propagandas de Nescau nos acompanhavam. Que tal refrescar suas ideias com um Guaraná Brahma, diretamente dos anos 80?


Teve comida suficiente pra acabar com a saúde de quem não praticasse esportes. Da Nestlé (além dos bombons) foram os caramelos de leite, os Frutips (caramelos de frutas), Biscoitos São Luiz, entre outros. Os wafers Recreio Tostines fizeram a alegria de muitas crianças ao abrirem suas lancheiras. O Iogurte Chambourcy talvez seja lembrado por causa dos Wuzzles, principalmente pra quem teve a oportunidade de brincar com o Teatrinho de Natal. Os chicletes Ploc de sabores misturados instigaram a curiosidade de muita gente: HortelUva, TuttiLanja, MoranCaxi. Outra surpresa de mascar era o chiclete Dinovo, em formato de "ovo de dinossauro" e sabores sortidos. Que tal terminar o seu Picolé Yopa e encontrar um vale brinde no palito? Ou você preferia os Picolés Frutilly com seus palitos coloridos e montáveis? Quantas vezes você lambuzou seus dedos com a mistura de chocolates de Io-Iô Crem? Ah, impossível esquecer os chocolates Lacta com personagens Disney.











Obviamente, não podiam faltar brinquedos. Da década de 70, impossível esquecer da Gulliver e seu Forte Apache, Futebol de Botão, Zoológico, Fazenda, África e similares. E saibam que, muito antes dos Hotwheels, as miniaturas Matchbox já estavam nas mãos da garotada. A Estrela então nem precisa ser muito lembrada, e podemos ir muito além das bonecas. Trenzinhos e autoramas foram o sonho de consumo antes dos videogames. Antes do cinema nas telonas ser uma realidade para (quase) todas as classes e localidades, o cineminha na parede de casa (ou dentro da caixinha) já servia como tira-gosto. As réguas, discos e engrenagens de Espirograf permitiam fazer desenhos incríveis e simétricos. Em 1980 o boneco Falcon se tornou símbolo de força, agilidade e coragem, enfrentando inimigos perigosos. Neste mesmo estilo guerreiro logo vieram também os Comandos em Ação, que não ficaram para trás. E o saudoso Lig-4 foi uma espécie de "jogo da velha" com pedras vermelhas e pretas (ou amarelas e azuis). E pra não deixar as meninas de fora, as mini Bonecas Fofolete com cama em estilo caixinha de fósforo também foram moda durante algum tempo.










A revista Recreio e seus brindes também ganhou espaço, inclusive seu lançamento da década de 70 foi divulgado nos quadrinhos. Mas somente nos anos 2000 sua popularidade decolou com as coleções: Letronix, Numerix, Megaletronix, Rock Animal, Dinomania, Robits, Circomix, Missão Totem, Cyberbots... Esqueci alguma?





As propagandas também informavam sobre o lançamento dos filmes Disney no cinema e em VHS / DVD: Mogli, Fantasia, Dumbo, Alladin, Rei Leão, Corcunda de Notre Dame, Hércules, Tarzan, Vida de Inseto, Toy Story, Mulan, Pequena Sereia, A Espada Era a Lei, Uma Cilada para Roger Rabbit, Procurando Nemo, Monstros S.A., Nem que a Vaca Tussa, Três Mosqueteiros, Os Incríveis, O Galinho, Carros, High School Musical, Crônicas de Nárnia, Ratatouille, Wall-E, Carros, Enrolados, e muitos outros.


Tenho certeza que os pais de antigamente tiveram que dizer "não" muitas vezes quando seus filhos pediam tudo isso. Por outro lado, talvez eles se interessassem pelos Tênis Iris, recomendados para a prática de esportes, mas provavelmente também foram muito usados nas discotecas que estavam em alta na época. Claro, também tinha artigos escolares: As Canetinhas Playcolor foram muito populares (correm boatos por aí de que também eram usadas pra rabiscar as paredes de casa, nada confirmado). A Paper Mate também tentou "revolucionar": A Caneta Borracha seria o "novo ciclo da borracha", mas não se consolidou tanto assim. E se era pra ver seus filhos escovando os dentes direitinho, por que não comprar um Creme Dental da Mônica? Opa, teve também o Estojo da Mônica, com sabonete, shampoo e talco. Depois do banho, vinham as toalhas desenhadas da Karsten, que fazia também roupa de cama com os personagens Disney. Se você comesse todos os legumes e verduras, podia ganhar talheres Disney Berle, e se não comesse, tinha que tomar Biotônico Fontoura. E quando a criança arteira se machucava, podia ganhar um curativo feito com Band-Aid Disney.










E você? Já encheu o saco dos seus familiares alguma vez pedindo alguma coisa que viu nas propagandas dos gibis? Ou você era o adulto que precisava atender aos pedidos?

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Texto idealizado por Rafael J. Barzotto e escrito com o apoio de José Sérgio Scalcon e Mariane Schibichewski.
Edição de Imagem: Rafael J. Barzotto com agradecimentos aos blogs Propaganda de Gibi e Propagandas Históricas, que disponibilizaram boa parte das imagens do post, evitando a necessidade de digitalizar novamente.

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#disney #nostalgia #memorias #velhostempos #ducktales #tiopatinhas #mickey #zecarioca #carlbarks #quadrinhos #hqs #filmes #brinquedos #propagandas #comida

quinta-feira, 7 de março de 2019

#001 - Porque os leitores se sentiram "órfãos" na ausência das HQs Disney nas bancas, quando há publicações antigas suficientes pra ler pelo resto da vida?


Porque os leitores se sentiram "órfãos" na ausência das HQs Disney nas bancas, quando há publicações antigas suficientes pra ler pelo resto da vida?

Décadas de 1930 e 40: as histórias Disney foram aos poucos sendo introduzidas nas páginas de séries como Suplemento Juvenil (Grande Consórcio Suplementos Nacionais), Gibi (Globo), Guri (O Cruzeiro) e Seleções Coloridas (Ebal). Claro que tais edições são raríssimas e acessíveis apenas a alguns colecionadore$, mas são citadas como marco inicial. Já em 50, a Editora Abril tomou a frente, aumentando gradualmente a lista de títulos e sendo responsável por quase todas as revistas com o selo Disney desde então.

Tem quadrinho pra todo gosto: de humor à ação, de aventura ou temas cotidianos; de um só personagem ou mix com vários; com histórias inéditas ou republicações; de 16 páginas a 500 (Jumbo) ou 800 (Mega); formatos simples / baratos ou luxuosos / caros; até mesmo os coadjuvantes ganharam suas próprias séries, como Peninha, Pateta, Prof. Pardal, Margarida, entre outros. Foram mais de 9000 revistas, e agora sim, estamos falando em materiais acessíveis, que podem ser encontrados em sebos ou na internet, sem precisar vender nenhum órgão pra conseguir pagar.

Em 2018 a Ed. Abril deixou de publicar os quadrinhos Disney, e logo fez-se um alvoroço: em parte pelas coleções luxuosas inacabadas, em parte pela sensação de "estamos órfãos", e por outros motivos. Aquelas mais de 9000 revistas não desapareceram por mágica, acredita-se que elas ainda estejam esquecidas em caixas e armários, nos sebos, nos estoques dos vendedores online, e talvez até perdidas na bagunça de alguns colecionadores. Mas nem todos os leitores estão dispostos a comprá-las, e vamos investigar por quê.

O colecionador Rafael Barzotto opina: "Não me preocupo se foi publicado ontem ou há 60 anos, a leitura é sempre bem vinda, até porque o universo Disney é atemporal: O Tio Patinhas está eternamente na terceira idade, o Donald ainda tem energia de sobra pra tentar novos empregos, e seus sobrinhos continuam sendo escoteiros mirins".

E quais motivos são decisivos no momento da compra para outros colecionadores? Cheirinho de novo? Logística? Formato e acabamento? Desejo de completismo pelas séries? Tendência?

Quando as publicações foram interrompidas, houve o desejo natural de continuidade, pois vivemos sempre desejando mais daquilo que nos agrada, como aponta o colecionador Allan Zubiate. Ele lembra também da alegria de procurar e encontrar as edições faltantes em diferentes bancas, até conhecer a internet e rever títulos antigos que pensava estarem perdidos.

De acordo com Lucila Saidenberg: "Em parte, há a questão da praticidade e a cultura dos 'descartáveis': a maioria das pessoas, aquelas que não colecionam mas ainda gostam de ler, compram quadrinhos por costume ou por impulso. Para isso, é preciso que as revistas estejam em lugares facilmente acessíveis, ou seja, bancas pelas quais elas passam todos os dias a caminho de algum lugar, ao lado dos caixas dos supermercados, e em outras lojas de produtos populares. Essas pessoas não 'vão atrás'. Elas nem lembram que as revistas existem, a não ser que estejam bem à vista quando vão às compras, e não têm o costume de procurar revistas antigas em sebos. Para elas, uma revista em quadrinhos é como uma garrafa de água mineral, ou como o jornal do dia: são usadas uma vez ou duas e descartadas depois. (E quem é que compra, em um sebo, o jornal de 20 anos atrás?) Quando muito, é possível persuadir essas pessoas a fazer uma assinatura, por praticidade, ou para pacificar as crianças da família. Os colecionadores, os que vão a sebos e compram revistas antigas online, são outro tipo de pessoa. São fãs, são aficionados, se sentem 'órfãos', procuram ativamente o sistema de assinaturas para não perder nada, etc. Mas são uma minoria."

O desenhista Disney Gustavo Machado concorda com a Lucila Saidenberg e complementa: "Foi essa imensa legião de fãs ocasionais de gibis e os leitores de tiras de jornais - onde tudo começou - que mantiveram a indústria dos quadrinhos por décadas. Os personagens e suas HQs eram concebidos para agradar o grande público, para fazer sucesso e vender muito. Sou cria desse modelo de quadrinhos, tanto como leitor quanto como profissional, quando, mesmo o trabalho mais autoral, visava o sucesso em grande escala, para que a publicação pudesse continuar sendo editada. Ao saber que as revistas Disney acabaram, os leitores ocasionais brasileiros de hoje devem ter se ressentido muito mais pela memória afetiva, pois grande parte nem mantinha mais o hábito de comprar nas bancas - vide as tiragens baixíssimas. Já os colecionadores, sentem a falta de novidades, dos álbuns de luxo que viraram mania e objetos de desejo. Como desenhista de quadrinhos de linha/comercial, sou suspeitíssimo para opinar, pois sinto mais falta da massa de leitores ocasionais do que de quaisquer outros, pois eram eles que definiam o sucesso ou fracasso das revistas em quadrinhos, criando e mantendo o mercado de trabalho para nós. Esse público que consome e descarta HQs ainda existe em grande número nos EUA, Europa e Japão. Pessoalmente, considero que a Disney no Brasil começou a acabar no início do século 21, quando foi suspensa a produção nacional. Foi uma tragédia anunciada com morte lenta. Arrisco dizer que, grande parte das gerações de leitores Disney no Brasil foi formada, curtindo especialmente os roteiros e desenhos produzidos aqui, principalmente a partir da década de 1970. Há 20 anos que não se forma uma geração de leitores Disney com material nacional inédito, sempre mais sintonizado com os nosso humor e costumes, então, gibi Disney se tornou algo apenas cult no Brasil. [...] Falo por experiência própria: sempre que sabem que desenho Disney, o comentário é: 'Nossa, como eu gostava de ler Zé Carioca, Peninha e Urtigão!', ou seja, o material nacional."

O artista independente Lucas Libanio também acredita no potencial da arte brasileira: "A gente tinha um jeito próprio de fazer humor e esse estilo faz falta nas publicações, reeditar histórias antigas não é ruim mas tem apelo limitado."

Arisclenio Antunes dá a sua versão: "Fui praticamente alfabetizado lendo HQs quando encontrei uma caixa de gibis no meio da bagunça da casa da minha falecida avó, viva na época, que continha diversos títulos, entre eles Luluzinha, Bolinha, Fantasma, Mandrake e diversos outros títulos, menos, pelo que eu me lembro, Disney. Havia uma feira livre às quintas perto de casa e à medida que eu ia lendo os gibis, ia trocando por outros a 2 por 1 e a minha preferência passou a ser Almanaques Disney e Disney Especial, pela variedade de histórias divertidas e por serem os volumes com mais páginas. [...] Então quando surgiu o Manual do Escoteiro Mirim, eu logo pedi às minhas tias para comprar, pois ele me tornaria um 'escoteiro' amigo de Huguinho, Zezinho e Luizinho na minha imaginação infantil. [...] Ganhei também 'Os 4 Mundos Encantados de Walt Disney', que me levaram a um outro patamar de conhecimentos deste universo tão vasto. E assim me tornei não um colecionador, mas um leitor voraz que continua lendo Disney desde a infância. Não me senti órfão exatamente por este motivo: nunca me prendi às coleções, mas costumava colecionar alguns títulos e mantê-los até ler e reler inúmeras vezes as mesmas histórias e depois por necessidade de grana ou falta de espaço, dispensá-las no sebo."

Arisclenio acrescenta ainda: "Durante o período da produção nacional, eu sempre comprava gibis Disney, especialmente os do Peninha e Morcego Vermelho por serem muito engraçadas as histórias. Gostava muito também de A Patada, Zé Carioca e Urtigão. Nosso senso de humor escrachado é o que há de melhor nos quadrinhos. Não consigo rir das piadas dos italianos, com raras exceções. Talvez o humor que mais se aproxima do nosso seja o americano e o holandês. [...] No quesito aventuras também os americanos são os melhores, com histórias mais bem estruturadas e contagiantes e um traço mais caprichado. Eu penso que se a Culturama quiser formar novos leitores, ela tem que se estruturar para retomar a produção nacional [...]. O apelo das mídias sociais, games e TV por assinatura afasta potenciais leitores que já pagam para se divertir em outras mídias."

O escritor Renato A. Azevedo recomenda: "Sem dúvida há muitas histórias já publicadas no Brasil que valem a leitura e releitura, sempre. [...] Mas também se pode destacar que há muito material inédito saindo lá fora que, mesmo que possa eventualmente ser achado como arquivo digital, sempre é incomparavelmente melhor ser lido em papel e em nosso idioma. Dos exemplos recentes que gostaria de mencionar temos Donald Quest, as ainda inéditas de Donald Duplo, e as três histórias ainda inéditas no Brasil de Fantomius, produzidas por Marco Gervasio."

Rodrigo Pato comparou com um exemplo de fora, parafraseando o diretor Eduardo Miranda da Rede Manchete de Televisão: "Fã não dá lucro!" Exemplificou que o anime Yu Yu Hakusho tinha uma audiência considerável, mas os anunciantes mandaram tirá-lo do ar, pois não estava dando retorno financeiro para os patrocinadores, e o CD da trilha sonora nacional nem foi lançado. Por mais que tenham colecionadores aficionados e fieis aos quadrinhos, se a grande massa não se sentir atingida, não vai dar lucro, e vivemos numa época em que bancas estão em extinção. "No Japão mesmo, o mercado de mangás virtuais está crescendo vertiginosamente, batendo de frente com os mangás físicos."

Claudio Juris explica que "o sentimento de 'ficar órfão' diz muito mais a respeito a todo o material ainda inédito em terras Brasilis... Não só do material antigo [...], mas principalmente das novas aventuras que vem sendo lançadas naqueles países ainda produtores de conteúdo, com Itália, Dinamarca e Holanda." Como exemplo, histórias holandesas de 2017 mostram a misteriosa Dumbela, e apenas parte delas chegou ao Brasil.

O experiente leitor Divictor Souza, por outro lado, relembra dos "anos 80 após a era de ouro, sucedida direto pela era de ferro nos quadrinhos, invadidos por carcamanos absolutamente intragáveis. Fiquei uns 20 e tantos anos sem comprar um mísero pato nas bancas, e apenas ao começar os 00, eu comecei a reler. Comprando os velhos gibis da minha infância, e escaneando para guardar a salvo dos cupins. [...] Li de "prima" peças dos anos 80/90/00 que eu tinha pulado na minha história. Com olhos mais atentos e espírito mais apurado, pude perceber que havia bastante coisa boa também nessas décadas."

Embora cada um veja de uma maneira diferente, uma coisa deve ser unânime: Estamos animados pra ver as publicações da Culturama, com as mensais iniciais e futuras edições especiais que possam vir, republicando histórias escassas nas publicações antigas, podendo até retomar a produção nacional. Sabe-se da crescente demanda por leitura digital, que é um nicho que pode ser aproveitado.

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Texto idealizado por Rafael J. Barzotto e escrito com o apoio de Allan Zubiate, Lucila Saidenberg, Gustavo Machado, Lucas Libanio, Arisclenio Antunes, Renato A. Azevedo, Rodrigo Pato, Claudio Juris e Divictor Souza.
Edição de Imagem: Rafael J. Barzotto, usando elementos desenhados por Roberto Fokue.

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